Coleta seletiva no condomínio: veja o passo a passo de como implantá-la

Para implantar a coleta seletiva no condomínio, é necessário um trabalho envolvendo todas as partes. Os moradores serão encarregados de separar os resíduos previamente em seus apartamentos. Essa separação deverá ser por recicláveis (metais, madeira, papel e vidro) ou rejeitos (não recicláveis). Ao síndico, caberá a tarefa de organizar a coleta, garantir sua manutenção e promover a conscientização dos moradores.

Além de levar o tema para a reunião de condomínio e educar os condôminos sobre o processo de reciclagem, o síndico terá ainda que preparar a logística de entrega para os catadores, cooperativas ou recicladores. No entanto, a manutenção do programa de coleta seletiva, para garantir que ele funcione bem, pode ser dividida entre o zelador e uma comissão de condôminos. Mais do que implantar ações e garantir que elas funcionem, a grande tarefa aqui, é gerenciar pessoas para que elas coloquem em prática os novos hábitos.

Apesar dos termos “coleta seletiva” e “reciclagem” não serem novidades para ninguém, eles ainda não são habituais como deveriam. A razão para isso, pode ser a falta de conhecimento aprofundado sobre a importância dessas ações, ou, simplesmente, o fato de não existir uma política que motive a mudança de hábito. É neste momento que o trabalho começa.

Para te ajudar a colocar em prática a coleta seletiva no condomínio que você administra, listamos algumas dicas e recomendações de organização e planejamento que te farão ter uma visão melhor sobre o processo. Ao terminar de ler esse artigo, você verá que o assunto não é um bicho de sete cabeças.

Com um pouco de trabalho e envolvimento de todos, será possível transformar seu condomínio em um amigo do meio ambiente, e ajudar a preservar o planeta para as futuras gerações.

Local de armazenamento

Você precisará conhecer a quantidade de materiais gerados por seu condomínio para definir o local ideal de armazenamento. Após avaliar o espaço e conhecer o fluxo de descarte dos moradores, é hora de realizar os orçamentos para a compra dos coletores.

Eles deverão ser instalados em ambientes que estejam sempre limpos e, de preferência, que possam ser fechados. Os resíduos também deverão estar limpos, para diminuir o volume, evitar mau cheiro e surgimento de animais e doenças. Alguns prédios utilizam contêineres de plástico, esta é uma solução prática e mais fácil de gerir.

Ao instalá-los, esteja atento à norma dos Bombeiros que proíbe qualquer objeto na passagem das escadas. Desse modo, locais próximos aos elevadores de serviço, subsolo ou nas proximidades da garagem são os mais indicados.

Treinamento para os responsáveis

Os responsáveis por manipular os materiais deverão receber um treinamento especial e usar equipamentos adequados. Para saber quais materiais são recicláveis e quais não são, considere que, praticamente, todo material descartado é reciclável. O que muda, é que alguns materiais têm valor diferente para os recicladores.

Para ministrar o treinamento, você pode solicitar que um representante do parceiro que cuidará dos materiais venha até o condomínio e oriente os responsáveis. Ao escolher este parceiro, que pode ser uma empresa, associação ou cooperativa, procure se informar sobre o seu compromisso com a reciclagem e preservação do meio ambiente. Isso é importante, pois mesmo que você tenha separado os materiais corretamente, eles ainda podem acabar parando em aterros ou lixões da mesma forma, dependendo da procedência do parceiro escolhido.

Resíduos específicos

Alguns resíduos específicos, como pilhas, baterias, lâmpada ou óleo de cozinha, não são contemplados pela coleta seletiva. Eles precisam de tratamento especial ao serem descartados. Sendo assim, nossa recomendação é instalar um ponto de coleta específico para este tipo de resíduo.

O óleo de cozinha, por exemplo, pode ser armazenado em garrafas PET’s e, após determinada quantidade, ser encaminhado para o ponto de coleta do condomínio. Ele também pode ser utilizado para fabricar sabão caseiro. Dessa forma, além de preservar o meio ambiente, também economiza-se com manutenção e limpeza de tubulações e caixa de gordura.

Lâmpadas, medicamentos, e materiais eletrônicos, como pilhas e baterias, também precisam de descarte adequado. Eles possuem componentes capazes de intoxicar pessoas e animais. Se descartados no meio ambiente, podem contaminar rios e lagos, provocando a morte de peixes, por exemplo. Para armazená-los, utilize recipientes plásticos, como sacos ou potes. Para as lâmpadas, embrulhe-as em jornal para evitar que se quebrem, antes de depositá-las nos coletores específicos.

Após ter implantado a coleta seletiva no condomínio, o síndico pode utilizar os meios de comunicação do lugar, como enviar cartas ou espalhar notificações, para incentivar os moradores a participarem ativamente do processo. Nesta etapa, os benefícios e facilidades da iniciativa devem ser informados, bem como a importância do descarte correto, os locais dos pontos de coleta e o destino destes materiais.

Casa Grande Netimóveis

Da equipe de conteúdo da Casa Grande Netimóveis

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